Muitas coisas me impressionam mundo afora. Aos poucos elas se transformam na minha vontade de escrever aqui, nesse blog. Um dos assuntos de que mais gosto de fazer pesquisas é a botânica e a biologia. É claro que não sou nenhum expert no assunto, até porque essa não é minha área, mas me considero um "pesquisador amador". Uma bela tarde - seria mais bela não fosse a chuva - eu estava em minha "biblioteca pessoal" revirando alguns livros. Dei de cara com um que trata sobre plantas e comecei a ler um trecho que falava de ervas e logo depois, passei para uma parte que tratava sobre florestas - aliás, uma grande paixão minha. Eu já sabia sobre a sublime existência das magníficas sequoias gigantes anteriormente, mas não através daquele livro especificamente. São fascinantes. Me aprofundei na leitura, que corajosamente penetrava no mundo não somente dessas árvores, mas também de diversos tipos de florestas espalhadas pelo planeta. Passei a ter o prazer de, definitivamente, vivenciar preciosas informações sobre tal assunto. Começo destacando a extinção da diversidade de espécies nas florestas. Nas regiões temperadas por exemplo, as florestas são menos opulentas que nos trópicos, apresentando geralmente uma dezena de espécies, ou número ainda inferior. A maior parte das florestas naturais das regiões temperadas é um misto de árvores de madeira dura e de coníferas. Uma enorme percentagem das florestas de climas temperados foi derrubada com a finalidade de limpar-se o terreno para o cultivo do solo ou a extração de madeira. Isso exigiu , por sua vez, o plantio de outras florestas, daí resultando a monotonia da presença das mesmas espécies. Na Europa quase já não restam opulentas florestas naturais mistas. E até mesmo nos Estados Unidos ricas florestas mistas, como a dos montes Apalaches, estão se reduzindo. A Austrália possui um tipo completamente diverso de florestas, sendo o eucalipto seu principal componente, de permeio com algumas acácias. É extraordinário como um só gênero
Eucalyptus pode dominar inteiramente um continente. Várias espécies de eucaliptos crescem a partir das áreas costeiras até o alto das montanhas, desde a fria Tasmânia até o Território Setentrional, que é tropical. São elas o
Eucalyptus dumosa, arbuscular, e o
Eucalyptus diversicolor, de grande porte. Existem ainda, pelo que vi, os freixos das montanhas. Estes últimos, que cobrem a parte oriental do Estado de Vitoria, são árvores belas e majestosas. E por falar em majestosas, é aí que entra a minha favorita: a das Sequoias, na California, EUA. É onde a natureza revela um espetáculo ímpar. Muitas dessas árvores gigantes nasceram há mais de 2 mil anos e estão em pé até hoje, para o fascínio dos visitantes e admiradores. A sensação do deslumbramento é comum no Parque Nacional das Sequoias. Ali, fica a maior reserva das
Sequoiadendrum giganteum, coníferas que chegam a atingir 100 metros de altura e 10 metros de diâmetro. Essas incríveis árvores são consideradas os seres vivos com maior longevidade na face da Terra. Suas raízes estão fincadas no solo há vários séculos. Estima-se que possuam entre 1.800 a 2.700 anos de vida. A origem da espécie também é antiga. Há vestígios fósseis que remontam ao Período Jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos, época em que as Sequoias cobriam vastas regiões do Hemisfério Norte. Mas o que mais me impressiona nessas fantásticas árvores, é o tamanho. Perto delas, pessoas e carros tornam-se minúsculos. O diâmetro do tronco também impressiona. Ao contrário do tronco, as folhas em forma de agulhas, são pequenas: não passam de 3 centímetros de comprimento. O termo "Sequoia" é uma homenagem ao chefe indígena Sequoyah, responsável pela criação do primeiro alfabeto usado pela tribo dos Cheroquis. Personalidade históricas norte-americanas como George Washington, Abraham Lincoln e Benjamin Franklin, nomeiam algumas árvores do parque. A maior sequoia do local, com peso de estimado em quase 3 mil toneladas, foi batizada de General Sherman. Abaixo, um homem ao lado de uma sequóia:
Crédito da Imagem: wikipedia.org
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