Os líderes da França, Canadá, Estados Unidos, entre outros, desembarcaram na Normandia no dia 6 de junho de 2009 de uma maneira bem mais amistosa do que os 150.000 soldados o fizeram na mesma data, no ano de 1944. Foi a comemoração do 65° aniversário do dia D, quando as tropas aliadas invadiram uma Europa então dominada por Hitler. Cerca de 800 veteranos britânicos da Normandia juntaram-se aos dignitários e líderes, como os dos Estados Unidos e Canadá, além de uma multidão de jornalistas e repórteres e incontável número de turistas de várias partes do mundo. Você, meu leitor, pode imaginar que alguém reservou uma cadeira para a matriarca do Reino Unido da Grã-Bretanha de 85 anos de idade e um pouco mais: ela mesma uma veterana e sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Pois não reservaram. Ela não estava na lista oficial dos convidados para a comemoração. Alguns andam chamando isto de gafe, mas eu prefiro denominar como injustiça, vergonha e falta de respeito. Era para estar lá, frente a frente com outros veteranos, comemorando o sucesso de um trabalho de sacrifício entre amigos e famílias, mas teve que assitir Obama, Sarkozy, Gordon Brown - nenhum desses havia sido sequer concebido até o fim da guerra - pela televisão.
Uma menina na Guerra
Logo após o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, autoridades preocupadas sugeriram ao Rei George VI e sua esposa, que Elizabeth e Margareth, herdeiras do trono, se juntassem às crianças de várias ricas famílias da Grã-Bretanha e fossem exiladas nas calmas e pacíficas terras do Canadá. A Rainha Consorte da Côrte respondeu à esta recomendação com a seguinte frase, que é o patriotismo em sua forma mais pura: "As crianças não irão comigo porque eu não deixarei o Rei, e o Rei nunca esta terra abandonará". Elizabeth era adolescente quando a guerra estourou e juntamente com sua irmã mais nova, permaneceu a maior parte da guerra em reclusão no Castelo de Windsor e muitas vezes dormiam em calabouços, quando era considerado perigoso permanecer nos aposentos superiores. Ainda nos primeiros meses de guerra, o Rei George e sua esposa que também estavam no Castelo decidiram ir para Londres numa tentativa de servir de exemplo para os cidadãos britânicos a ter coragem por sua nação. Mais do que apenas Londres, resolveram ficar no Palácio de Buckingham, o centro do poder da Realeza Britânica e alvo da Luftwaffe de Hitler. O Palácio foi bombardeado nove vezes, sendo que em duas ocasiões as explosões ocorreram há menos de 70 metros de onde estavam o Rei e a Rainha. Com o passar da guerra, as filhas rapidamente aprenderam que, por causa de sua posição, elas também tinham que se sacrificar pelo país. Assim como Elizabeth foi amadurecendo durante aquele período, a situação exigiu que ela assumisse responsabilidades Reais na nação. Aos 18 anos, depois de alguns anos realizando funções Reais ajudando e inspirando a população, a princesa consegue convencer seus pais e liberarem-na para se alistar como voluntária no serviço militar. Em fevereiro de 1945, ela foi registrada sob o número 230873, Segunda Oficial Subordinada Elizabeth Alexandra Mary Windsor. Treinada pela Academia Militar de Aldershot, ela se tornou mecânica e motorista do Exército Britânico, crescendo logo depois ao posto de Comandante Subalterna. A Rainha Elizabeth II é a única Chefe de Estado viva que serviu oficialmente e uniformizada durante a Segunda Guerra Mundial. É uma tremenda estupidez que a Rainha não tenha sido convidada para a comemoração na Normandia. Apesar de Downing Street culpar a França pela "gafe" dizendo que o governo não enviou o convite ao Palácio de Buckingham, a maior parte da culpa é do Primeiro-Ministro Britânico Gordon Brown. A Grã-Bretanha foi convidada mas o Sr. Brown simplesmente não passou o convite à Rainha. Parece que os líderes britanicos estão perdendo a noção da magnífica história de sua Monarquia, nesse caso virando as costas para a Rainha Elizabeth II que acabou sendo uma veterana britânica esquecida.
Crédito das Informações: The Philadelphia Trumpet
Traduzido por Leonardo Almeida
To report corrections and clarifications, contact Editor Leo Almeida. For publication consideration in the blog, send comments to leohazig@aol.com. Include name, city and state for verification.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário. Se você não tem blog, conta do google ou site selecione a opção ANÔNIMO e coloque seu nome e e-mail antes de escrever sua postagem.