quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rainha Elizabeth II - uma veterana esquecida

Não sei o que acontece. Talvez exista uma empolgação, uma vontade tão grandiosa de se mostrar simpáticos e dispostos à um comparecimento numa cerimônia oficial, que alguns líderes mundiais logo escolhem sua melhor roupa e pensam em seu melhor discurso. Mas esquecem de uma história. Uma história que jamais deveria ser esquecida.
Os líderes da França, Canadá, Estados Unidos, entre outros, desembarcaram na Normandia no dia 6 de junho de 2009 de uma maneira bem mais amistosa do que os 150.000 soldados o fizeram na mesma data, no ano de 1944. Foi a comemoração do 65° aniversário do dia D, quando as tropas aliadas invadiram uma Europa então dominada por Hitler. Cerca de 800 veteranos britânicos da Normandia juntaram-se aos dignitários e líderes, como os dos Estados Unidos e Canadá, além de uma multidão de jornalistas e repórteres e incontável número de turistas de várias partes do mundo. Você, meu leitor, pode imaginar que alguém reservou uma cadeira para a matriarca do Reino Unido da Grã-Bretanha de 85 anos de idade e um pouco mais: ela mesma uma veterana e sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Pois não reservaram. Ela não estava na lista oficial dos convidados para a comemoração. Alguns andam chamando isto de gafe, mas eu prefiro denominar como injustiça, vergonha e falta de respeito. Era para estar lá, frente a frente com outros veteranos, comemorando o sucesso de um trabalho de sacrifício entre amigos e famílias, mas teve que assitir Obama, Sarkozy, Gordon Brown - nenhum desses havia sido sequer concebido até o fim da guerra - pela televisão.

Uma menina na Guerra

Logo após o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, autoridades preocupadas sugeriram ao Rei George VI e sua esposa, que Elizabeth e Margareth, herdeiras do trono, se juntassem às crianças de várias ricas famílias da Grã-Bretanha e fossem exiladas nas calmas e pacíficas terras do Canadá. A Rainha Consorte da Côrte respondeu à esta recomendação com a seguinte frase, que é o patriotismo em sua forma mais pura: "As crianças não irão comigo porque eu não deixarei o Rei, e o Rei nunca esta terra abandonará". Elizabeth era adolescente quando a guerra estourou e juntamente com sua irmã mais nova, permaneceu a maior parte da guerra em reclusão no Castelo de Windsor e muitas vezes dormiam em calabouços, quando era considerado perigoso permanecer nos aposentos superiores. Ainda nos primeiros meses de guerra, o Rei George e sua esposa que também estavam no Castelo decidiram ir para Londres numa tentativa de servir de exemplo para os cidadãos britânicos a ter coragem por sua nação. Mais do que apenas Londres, resolveram ficar no Palácio de Buckingham, o centro do poder da Realeza Britânica e alvo da Luftwaffe de Hitler. O Palácio foi bombardeado nove vezes, sendo que em duas ocasiões as explosões ocorreram há menos de 70 metros de onde estavam o Rei e a Rainha. Com o passar da guerra, as filhas rapidamente aprenderam que, por causa de sua posição, elas também tinham que se sacrificar pelo país. Assim como Elizabeth foi amadurecendo durante aquele período, a situação exigiu que ela assumisse responsabilidades Reais na nação. Aos 18 anos, depois de alguns anos realizando funções Reais ajudando e inspirando a população, a princesa consegue convencer seus pais e liberarem-na para se alistar como voluntária no serviço militar. Em fevereiro de 1945, ela foi registrada sob o número 230873, Segunda Oficial Subordinada Elizabeth Alexandra Mary Windsor. Treinada pela Academia Militar de Aldershot, ela se tornou mecânica e motorista do Exército Britânico, crescendo logo depois ao posto de Comandante Subalterna. A Rainha Elizabeth II é a única Chefe de Estado viva que serviu oficialmente e uniformizada durante a Segunda Guerra Mundial. É uma tremenda estupidez que a Rainha não tenha sido convidada para a comemoração na Normandia. Apesar de Downing Street culpar a França pela "gafe" dizendo que o governo não enviou o convite ao Palácio de Buckingham, a maior parte da culpa é do Primeiro-Ministro Britânico Gordon Brown. A Grã-Bretanha foi convidada mas o Sr. Brown simplesmente não passou o convite à Rainha. Parece que os líderes britanicos estão perdendo a noção da magnífica história de sua Monarquia, nesse caso virando as costas para a Rainha Elizabeth II que acabou sendo uma veterana britânica esquecida.



Crédito das Informações: The Philadelphia Trumpet
Traduzido por Leonardo Almeida

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