Esse blog apresenta opiniões, teorias, informações, curiosidades e noticias. Dedicaremos algum tempo ao blog periodicamente. Não temos nenhum compromisso político-partidário ou comercial. Temos ampla liberdade.
Não sei o que acontece. Talvez exista uma empolgação, uma vontade tão grandiosa de se mostrar simpáticos e dispostos à um comparecimento numa cerimônia oficial, que alguns líderes mundiais logo escolhem sua melhor roupa e pensam em seu melhor discurso. Mas esquecem de uma história. Uma história que jamais deveria ser esquecida. Os líderes da França, Canadá, Estados Unidos, entre outros, desembarcaram na Normandia no dia 6 de junho de 2009 de uma maneira bem mais amistosa do que os 150.000 soldados o fizeram na mesma data, no ano de 1944. Foi a comemoração do 65° aniversário do dia D, quando as tropas aliadas invadiram uma Europa então dominada por Hitler. Cerca de 800 veteranos britânicos da Normandia juntaram-se aos dignitários e líderes, como os dos Estados Unidos e Canadá, além de uma multidão de jornalistas e repórteres e incontável número de turistas de várias partes do mundo. Você, meu leitor, pode imaginar que alguém reservou uma cadeira para a matriarca do Reino Unido da Grã-Bretanha de 85 anos de idade e um pouco mais: ela mesma uma veterana e sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Pois não reservaram. Ela não estava na lista oficial dos convidados para a comemoração. Alguns andam chamando isto de gafe, mas eu prefiro denominar como injustiça, vergonha e falta de respeito. Era para estar lá, frente a frente com outros veteranos, comemorando o sucesso de um trabalho de sacrifício entre amigos e famílias, mas teve que assitir Obama, Sarkozy, Gordon Brown - nenhum desses havia sido sequer concebido até o fim da guerra - pela televisão.
Uma menina na Guerra
Logo após o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, autoridades preocupadas sugeriram ao Rei George VI e sua esposa, que Elizabeth e Margareth, herdeiras do trono, se juntassem às crianças de várias ricas famílias da Grã-Bretanha e fossem exiladas nas calmas e pacíficas terras do Canadá. A Rainha Consorte da Côrte respondeu à esta recomendação com a seguinte frase, que é o patriotismo em sua forma mais pura: "As crianças não irão comigo porque eu não deixarei o Rei, e o Rei nunca esta terra abandonará". Elizabeth era adolescente quando a guerra estourou e juntamente com sua irmã mais nova, permaneceu a maior parte da guerra em reclusão no Castelo de Windsor e muitas vezes dormiam em calabouços, quando era considerado perigoso permanecer nos aposentos superiores. Ainda nos primeiros meses de guerra, o Rei George e sua esposa que também estavam no Castelo decidiram ir para Londres numa tentativa de servir de exemplo para os cidadãos britânicos a ter coragem por sua nação. Mais do que apenas Londres, resolveram ficar no Palácio de Buckingham, o centro do poder da Realeza Britânica e alvo da Luftwaffe de Hitler. O Palácio foi bombardeado nove vezes, sendo que em duas ocasiões as explosões ocorreram há menos de 70 metros de onde estavam o Rei e a Rainha. Com o passar da guerra, as filhas rapidamente aprenderam que, por causa de sua posição, elas também tinham que se sacrificar pelo país. Assim como Elizabeth foi amadurecendo durante aquele período, a situação exigiu que ela assumisse responsabilidades Reais na nação. Aos 18 anos, depois de alguns anos realizando funções Reais ajudando e inspirando a população, a princesa consegue convencer seus pais e liberarem-na para se alistar como voluntária no serviço militar. Em fevereiro de 1945, ela foi registrada sob o número 230873, Segunda Oficial Subordinada Elizabeth Alexandra Mary Windsor. Treinada pela Academia Militar de Aldershot, ela se tornou mecânica e motorista do Exército Britânico, crescendo logo depois ao posto de Comandante Subalterna. A Rainha Elizabeth II é a única Chefe de Estado viva que serviu oficialmente e uniformizada durante a Segunda Guerra Mundial. É uma tremenda estupidez que a Rainha não tenha sido convidada para a comemoração na Normandia. Apesar de Downing Street culpar a França pela "gafe" dizendo que o governo não enviou o convite ao Palácio de Buckingham, a maior parte da culpa é do Primeiro-Ministro Britânico Gordon Brown. A Grã-Bretanha foi convidada mas o Sr. Brown simplesmente não passou o convite à Rainha. Parece que os líderes britanicos estão perdendo a noção da magnífica história de sua Monarquia, nesse caso virando as costas para a Rainha Elizabeth II que acabou sendo uma veterana britânica esquecida.
Crédito das Informações: The Philadelphia Trumpet Traduzido por Leonardo Almeida
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O Bank of America, maior banco dos Estados Unidos vai à justiça pela côrte de Nova York por conta de uma ação movida por um americano que diz ter sido mal atendido em uma das agências. É um pedido de indenização ao banco. Valor? ah sim: mais de 1 septilhão de dólares. Veja bem, eu não estou bêbado. Concordo que já passa das duas da manhã, mas isso não é problema para mim; já estou acostumado. O valor é exatamente este: passa de 1 septilhão de dólares. Eu não consigo, sinceramente, ter idéia do quanto pode ser isto. Eu nem ao menos tenho vontade de contar os zeros. Quantos PIB's seriam necessários, durante quantos anos para se arrecadar este dinheiro? Quantas Terras, com suas economias seriam necessárias? Porém, convenhamos que o cidadão soube pedir bem. Mas eu, no lugar dele, depois de fazer minha proposta, arranjaria uma poltrona astronomicamente confortável para esperar. Ou dormiria para sempre.
Estou aqui lendo no USA Today: O xerife do condado de Larimer, nos EUA confirmou que o caso do menino no balão foi um "golpe publicitário". O "suposto" drama dos pais de Falcon Heene desencadeou uma comoção mundial. Os EUA parou diante da tv naquele dia. O menino estava escondido dentro de casa e depois que foi encontrado, durante uma entrevista ao programa Larry King Live na CNN, disse que ouviu seus pais chamando por ele, mas que ficou quieto porque "eles disseram que fizemos isso para um programa". As imagens do balão de hélio, dentro do qual se acreditava que o menino estaria, percorreram os noticiários do mundo todo. O balão voou à deriva por duas horas e mobilizou uma grande operação de resgate no estado do Colorado. O episódio também causou transtornos ao tráfego aéreo do Colorado. A Agência Federal de Aviação cancelou por 15 minutos todas as decolagens do aeroporto de Denver. Os controladores aéreos tiveram de desviar os voos na rota do balão. Até que se prove qualquer coisa, é melhor não dizer nada. Mas receio que, se a intenção dos pais de Falcon era aparecer, mal ou bem conseguiram.
Eu fiquei surpreso (talvez não tanto quanto o próprio Obama) e particularmente feliz. Concordo que ele ainda não tem um envolvimento político, social e cultural internacional de longa data, aliás se fosse esse o único e exlusivo requisito para se ganhar um Nobel da Paz, não teria ganho. Mas o fato é que nenhum líder mundial da atualidade se empenha tanto para eliminar as ameaças nucleares de mãos, convenhamos, potencialmente perigosas (Irã e Coréia do Norte) e, mais importante, através do diálogo. Essa vontade já havia sido manifestada anteriormente à sua consagração como presidente, durante a sua estrada rumo à Casa Branca. Pelo que acompanho por aí, Obama chamou o mundo para essa luta através de um discurso em Praga, na República Tcheca em abril deste ano. Esta atitude parte dele, mas a influência do governo norte-americano especialmente na Europa, já está trazendo os governos aliados a aderirem à essa política. Essa é a formação da peça-chave para o diálogo internacional, reunindo não somente países Centrais, mas também os emergentes e periféricos. E vai muito além. São muito grandes também os esforços do "Obama Administration" em realizar verdadeiras aproximações políticas com os países do Oriente Médio. Foi no Cairo onde ele estendeu as mãos para os Muçulmanos. Para mim, o Comitê do Nobel acertou em cheio, e justo em uma das alternativas menos vigiadas. E se antes Obama era visto como um homem de excelentes ideologias, é agora visto com uma das melhores apostas do futuro.
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Muitas coisas me impressionam mundo afora. Aos poucos elas se transformam na minha vontade de escrever aqui, nesse blog. Um dos assuntos de que mais gosto de fazer pesquisas é a botânica e a biologia. É claro que não sou nenhum expert no assunto, até porque essa não é minha área, mas me considero um "pesquisador amador". Uma bela tarde - seria mais bela não fosse a chuva - eu estava em minha "biblioteca pessoal" revirando alguns livros. Dei de cara com um que trata sobre plantas e comecei a ler um trecho que falava de ervas e logo depois, passei para uma parte que tratava sobre florestas - aliás, uma grande paixão minha. Eu já sabia sobre a sublime existência das magníficas sequoias gigantes anteriormente, mas não através daquele livro especificamente. São fascinantes. Me aprofundei na leitura, que corajosamente penetrava no mundo não somente dessas árvores, mas também de diversos tipos de florestas espalhadas pelo planeta. Passei a ter o prazer de, definitivamente, vivenciar preciosas informações sobre tal assunto. Começo destacando a extinção da diversidade de espécies nas florestas. Nas regiões temperadas por exemplo, as florestas são menos opulentas que nos trópicos, apresentando geralmente uma dezena de espécies, ou número ainda inferior. A maior parte das florestas naturais das regiões temperadas é um misto de árvores de madeira dura e de coníferas. Uma enorme percentagem das florestas de climas temperados foi derrubada com a finalidade de limpar-se o terreno para o cultivo do solo ou a extração de madeira. Isso exigiu , por sua vez, o plantio de outras florestas, daí resultando a monotonia da presença das mesmas espécies. Na Europa quase já não restam opulentas florestas naturais mistas. E até mesmo nos Estados Unidos ricas florestas mistas, como a dos montes Apalaches, estão se reduzindo. A Austrália possui um tipo completamente diverso de florestas, sendo o eucalipto seu principal componente, de permeio com algumas acácias. É extraordinário como um só gênero Eucalyptus pode dominar inteiramente um continente. Várias espécies de eucaliptos crescem a partir das áreas costeiras até o alto das montanhas, desde a fria Tasmânia até o Território Setentrional, que é tropical. São elas o Eucalyptus dumosa, arbuscular, e o Eucalyptus diversicolor, de grande porte. Existem ainda, pelo que vi, os freixos das montanhas. Estes últimos, que cobrem a parte oriental do Estado de Vitoria, são árvores belas e majestosas. E por falar em majestosas, é aí que entra a minha favorita: a das Sequoias, na California, EUA. É onde a natureza revela um espetáculo ímpar. Muitas dessas árvores gigantes nasceram há mais de 2 mil anos e estão em pé até hoje, para o fascínio dos visitantes e admiradores. A sensação do deslumbramento é comum no Parque Nacional das Sequoias. Ali, fica a maior reserva das Sequoiadendrum giganteum, coníferas que chegam a atingir 100 metros de altura e 10 metros de diâmetro. Essas incríveis árvores são consideradas os seres vivos com maior longevidade na face da Terra. Suas raízes estão fincadas no solo há vários séculos. Estima-se que possuam entre 1.800 a 2.700 anos de vida. A origem da espécie também é antiga. Há vestígios fósseis que remontam ao Período Jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos, época em que as Sequoias cobriam vastas regiões do Hemisfério Norte. Mas o que mais me impressiona nessas fantásticas árvores, é o tamanho. Perto delas, pessoas e carros tornam-se minúsculos. O diâmetro do tronco também impressiona. Ao contrário do tronco, as folhas em forma de agulhas, são pequenas: não passam de 3 centímetros de comprimento. O termo "Sequoia" é uma homenagem ao chefe indígena Sequoyah, responsável pela criação do primeiro alfabeto usado pela tribo dos Cheroquis. Personalidade históricas norte-americanas como George Washington, Abraham Lincoln e Benjamin Franklin, nomeiam algumas árvores do parque. A maior sequoia do local, com peso de estimado em quase 3 mil toneladas, foi batizada de General Sherman. Abaixo, um homem ao lado de uma sequóia:
Mais uma vitória para a coleção de um verdadeiro caçador de tesouros: Tiger Woods. Eu nunca sei definir se Tiger é imprevisível ou previsível. Isso porque, a cada momento ele é um pouco de cada. Desde quinta-feira, 24 de setembro quando o The Tour Championship começou, as atenções se voltaram para Atlanta, Ga. E como não poderia deixar de ser, para Woods. Não acompanhei a primeira volta do torneio, por alguns motivos. Somente na sexta, com a segunda volta já no finalzinho, consegui ver alguma coisa. E, precipitadamente cheguei a conclusão de que Tiger não estava "fazendo mágica" no campo de golfe, como nós fãs desse magnífico esporte, estamos habituados a ver. Pensando bem, nem foi tão precipitado assim da minha parte porque, na terceira rodada no sábado, a minha humilde análise se consolidou: Tiger estava errando muitos putts, na hora em que nunca deveria errar. Mas para não ser injusto com o pobre homem, eu diria que sua performance oscilou entre o bom e o muito bom. Bem, no ranking, já há algum tempo, Tiger já vinha seguindo na liderança. Apesar de não ter vencido muitos torneios nessa temporada, ele conseguiu boas posições na maioria deles, o que fortaleceu sua permanência no topo. Nos 14 torneios que disputou desde que voltou, em março, após superar uma grave lesão no joelho, o líder mundial conseguiu 12 "top ten". É por essa razão que ele, neste domingo, ergueu a taça da FedEx Cup: pela ótima vantagem que tinha sobre o segundo lugar no ranking, e pela posição de segundo lugar em que terminou no torneio de hoje, que foi vencido por ninguém menos que Phil Mickelson. Esse sim fez mágica no campo, fazendo excelentes approaches e embocando muito bem: venceu com -9 no total e levou aproximadamente US$ 4 milhões de prêmio. Ah, por falar em dinheiro, já ia me esquecendo. Além do belo troféu da FedEx Cup que Tiger Woods ergueu, houve também um cheque - de US$ 10 milhões. Depois dessa, só me resta terminar aqui mesmo: Abraços.
Gostei bastante da performance de Eli Manning nos Giants esta noite. Foi muito pressionado pela defesa do Dallas Cowboys, mas soube se esquivar dela fazendo bons arremessos. Foi um jogo de viradas - a cada momento, mudava a liderança da partida. Mas o fato é que o NY Giants estragou uma festa. E não era qualquer festa. Era o jogo de abertura do Dallas Cowboys na nova arena do time. E vai muito além, porque não é qualquer arena. Simplesmente um estádio de US$ 2 bilhões. Isso mesmo, bilhões. Essa "cabaninha" possui o maior telão jamais visto em qualquer estádio de futebol americano. Eu chego a ser até mais atrevido em dizer: jamais visto em qualquer estádio esportivo do globo terrestre; e digo mais: maior que muito apartamento por aí. São aproximadamente 1000 metros quadrados de full HD. E a espessura então, nem se fala...na realidade, assistir o jogo pelo monstruoso telão deve ser mais real do que assistir o jogo de verdade lá do campo. Este jogo registrou um novo recorde de público na NFL. Bom, ainda assim o que mais me chama atenção nos jogos na casa dos Cowboys, são as maravilhosas "cheerleaders". Mulheres bonitas à parte, o gigante que mais chamou atenção foi aquele time lá de Nova York mesmo: 33 a 31 para o New York Giants, com um field goal de 31 jardas do kicker Lawrence Tynes, com o cronômetro já zerado.
Roger Federer foi multado em US$ 1.500 por reclamar com árbitro. Aí então, me vem um site esportivo qualquer e diz: "Depois de Serena Williams foi a vez do suiço também pagar caro pelo péssimo comportamento". Por favor, convenhamos. Será que nem ao menos analisaram os fatos? onde estão os bacharéis em comunicação social das redações brasileiras? Eles existem. Mas nesse caso, o que faltou foi o bom senso. O episódio "Serena Williams e o desrespeito" já foi muito discutido. Merecidamente, ela pagou uma baita multa à Associação Americana de Tênis por descaradamente desrespeitar uma juíza de linha, fazendo ameaças. Ela, então defensora do título do US Open, estava sacando com uma enorme desvantagem em uma semifinal de Grand Slam. A juíza marca o "foot fault" e a bagunça toda acontece - olhe um post relacionado, um pouco mais abaixo. Agora, comparar isso à atitude de Federer? O que aconteceu foi que o suíço jogava na final - eu disse final, do torneio contra o argentino Del Potro. Federer sacou, Del Potro devolveu e Federer devolveu de novo. Essa bola, Del Potro não conseguiu devolver e Federer supostamente havia fechado o game e se encaminhou para o banco para o pequeno intervalo. Nesse momento, já haviam passado vários e vários segundos, Del Potro chega para o juíz e diz: "olha, eu quero desafiar". A regra diz que o jogador, deve desafiar imediatamente após uma bola duvidosa. Federer que já estava quase sentado no banco, retrucou: "Tarde de mais! Tarde de mais!". Mesmo assim, o juizão não tão competente como deveria ser, chamou o desafio. O desafio valeu, a bola de Federer foi fora. Ele já estava sentado e com toda e plena razão, protestou. Falou bastante - dizem que algum palavrão, e em um momento o juíz disse: "fique quieto" e Federer respondeu: "Não me mande ficar quieto: quando eu quero falar,eu falo. Conheço muito bem as regras". Adorei essa frase do suíço, porque a razão era dele. Essa estava faltando: um juíz de torneio mandar Roger Federer calar a boca. Bom, e toda essa discussão aconteceu sem alteração de voz de ambos os lados. Quer dizer que é assim que funciona? um espertalhão solta uma, um juiz faz uma lambança tremenda dando-lhe razão e a vítima disso tudo não tem direto de reclamar? Isto sem dizer que era uma decisão de Grand Slam. Tudo bem, se Federer realmente falou algum palavrão, a regra diz que ele deve pagar uma multa por reclamar de forma imprópria com o juiz principal. Ora, convenhamos, a dinâmica dos dois episódios, Serena e Federer, é muitíssimo diferente, basta que se analisem os fatos. Tanto que pesou mais no bolso da jogadora americana. Alô!
Federer e Del Potro falando com o árbitro. Crédito da Imagem: Associated Press
O argentino Juan Martin Del Potro é o campeão do Aberto dos EUA 2009.
Termina o Aberto dos EUA. Porém, desta vez o campeão não é o maior jogador de todos os tempos, Federer. Aliás por falar nele, ele é o derrotado da vez. E por mais incrível que tudo isso possa parecer, o responsável por esta façanha do esporte é um argentino. O argentino Juan Martin Del Potro - este de apenas 20 anos de idade prestes a completar 21 ainda este mês. Na história, apenas um argentino havia vencido o Aberto dos Estados Unidos. O dono do feito foi Guillermos Vilas, em 1977. Tantos anos mais tarde chega à Nova York um outro rapaz argentino com sede de vitória. Vitória, diga-se de passagem, merecida. Del Potro jogou um tremendo torneio. Derrotou bons nomes das quadras de tênis durante sua trajetória de duas semanas, entre eles El Toro, o espanhol Rafael Nadal. E agora na final, o suiço número um do mundo e maior jogador de todos os tempos. Essa foi a primeira derrota do número um do mundo desde 2003. Caso vencesse, Federer se igualaria a Bill Tilden, único a conquistar o major norte-americano seis vezes consecutivas. O suiço jogou muitíssimo bem o primeiro set, mostrando toda a sua salada de golpes para o adversário. Leva o primeiro por 6-3. Entretanto Del Potro começou a mostrar toda a sua força como jogador na metade do segundo set. Nesse momento Federer enfrentava relevantes problemas no saque. E esses mesmos problemas, acredite, o perseguiram até o último momento. Federer errou muitas e muitas bolas que deveriam ir na paralela como winners além de um monte de erros no primeiro serviço. O segundo set foi vencido pelo argentino no tiebreak. A partir desse momento, a disputa esquentou. O argentino começou a incomodar. No terceiro set, Federer demonstrou claramente sua tensão com a partida ao reclamar do tempo demasiado que seu adversário demorava para pedir o desafio em jogadas duvidosas. Apesar disso, Federer faturou o set por 6-4. Del Potro virou franco-atirador em um determinado momento no quarto set, após ser pressionado por Federer que o fez correr muito pela quadra. O set foi para o tiebreak novamente com a vitória de Del Potro que, dessa forma levou uma final de Aberto dos EUA com Federer para a quinta etapa pela primeira vez. O argentino jogou com agressividade, intimidou e não deu chances para o suiço que, por cometer muitos erros não forçados facilitou a vida do adversário que pela primeira vez na carreira conquista um Grand Slam. Sem dúvida alguma esta é a melhor fase da trajetória do jovem de tenista de 20 anos. Por outro lado, o suiço além de número um do mundo já é o maior tenista de todos os tempos; em sua carreira já conquistou todos os quatro torneios de Grand Slam; tem 15 torneios GS no total conquistados na carreira; neste torneio, Federer chegou a 22 semifinais consecutivas – recorde absoluto. Não se precisa dizer muitas coisas mais. Del Potro com a vitória, além de ganhar como prêmio um carro - que eu sinceramente não sei dizer qual é, levou US$ 1.6 milhão e recebeu 2000 pontos no ranking. Federer, US$ 800 mil e 1000 pontos. Por ser o 3° do US Open Series, Del Potro ganhou um bônus de US$250. Mas vai muito além desses números. A maior premiação sem dúvida é a conquista pessoal do tenista que muitíssimo batalhou para conseguí-la, e que é, diga-se de passagem, a maior de toda a sua vida. Até agora. Aí vem Del Potro.
Kim Clijsters, campeã do US Open 2009.
Esta é Kim Clijsters. A tenista e mamãe de 26 anos, ex-numero um do mundo e agora campeã do US Open. Ela que já ganhou este mesmo torneio em 2005, se aposentou no auge da carreira em 2007 para dedicar-se à maternidade. E agora ela está de volta e em grande estilo: derrota a dinamarquesa Caroline Wozniacki e se consagra a mais nova campeã lá em Flushing Meadows. A vitória foi em 2 sets a 0, parciais de 7-5 e 6-2. Após a conturbada partida de semifinal no sábado, contra Serena Williams (vide post abaixo), Clijsters entrou em quadra muito confiante para a vitória e já se sentia feliz de estar em uma final de Grand Slam após uma pausa na carreira de dois anos e meio. E agora, o tênis feminino segue em festa. Parabéns Kim Clijsters, campeã do US Open 2009.
Kim Clijsters e sua filha Jada.
O título de duplas masculinas do US Open foi para o tcheco Lukas Dlouhy e o indiano Leander Paes ao vencerem o também indiano Mahesh Bhupathi e o bahamense Mark Knowles por dois 2 a 1, com parciais de 3-6, 6-3 e 6-2. Este é o segundo Grand Slam vencido pela dupla. E nas duplas femininas, ninguém menos do que as irmãs Williams conquistaram o título após a vitória sobre a zimbabuana Cara Black e a norte-americana Liezel Huber, primeiras favoritas, por 2 sets a 0, parciais de 6-2 e 6-2. Foi o décimo título de Grand Slam das Williams, que este ano venceram também em Wimbledon e no Aberto da Austrália.
Atualizando resultados: O desrespeito de Serena Williams13 de setembro de 2009 - É realmente uma pena que os admiradores do esporte e digo especialmente do tênis feminino, tenham que aturar certas figuras dentro de uma quadra de tênis. O que aconteceu no sábado à noite, pra mim foi um dos maiores absurdos que ja pude ver no tênis feminino até agora. A partida era entre a americana e defensora do título do US Open Serena Williams contra a belga que está de volta às quadras Kim Clijsters. Sacando com 6-5 contra e perdendo o game por 30-15, Serena errou o primeiro serviço e partiu para o segundo. Na tentativa, pisou na linha. A partir daí entra na história a juíza de linha: ela marca o "foot fault", que é basicamente quando o jogador (a) pisa na linha antes ou durante o saque. Serena, que tinha a desvantagem de um set e perdia no segundo por 5-6, visivelmente descontrolada foi à loucura e partiu em direção à juíza de linha, insultando-a com o dedo em riste. A juíza de linha por sua vez, ao ouvir meia-dúzia de alguma coisa que nós de casa não podíamos ouvir, foi reportar à juíza de cadeira. Uma conversa rola entre as duas - enquanto isso Serena lá do fundo da quadra segue falando algo - e logo depois a de linha volta ao seu lugar. Novamente Serena vai de encontro à ela para falar mais um pouquinho. A coitada novamente retorna para falar com a de cadeira. A partir daí a de cadeira aciona a representante geral e a arbitragem geral do torneio: entra em cena Brian Earley, árbitro do torneio. A confusão está formada. Serena, Brian, e a juíza de linha insultada conversam na rede. Os microfones pegam Serena dizendo “voce está dizendo que eu disse que ia matá-la?!”. Bem, parece que foi isso, entre outras coisas, que Serena falou e eu não duvido nada disso. Em quem se deve acreditar? em uma juíza de linha que humildemente está ali em uma semifinal de Grand Slam fazendo seu trabalho ou em uma jogadora que está sacando perdendo por um set e por 5-6 no segundo, prestes a perder a chance de avançar à final de um dos torneios mais importantes do mundo e mais do que isso: defender seu título?! e detalhe: já havia recebido uma advertência antes no final do primeiro set por arrebentar a raquete no chão. Não há dúvida que em uma situação dessas, muitos jogadores podem ir à loucura e esse foi o caso de Serena definitivamente. O fato é que talvez ela não imaginasse que a juíza de linha fosse dizer à de cadeira que ela a tinha insultado e que fosse ficar lá, sentadinha como um cachorrinho obediente que escuta poucas e boas e não faz nada, como se fosse a culpada por alguma coisa. Depois, com um cinismo evidente, diz: "eu falei isso?" Convenhamos: que papelão. Eu sinceramente gostei muito mesmo da atitude da juíza de linha ao reclamar do insulto e também da de cadeira ao acionar o árbitro geral do torneio. Este por sua vez aplicou um “point penalty” em Serena, merecidamente, por desrespeito à juiza. Com a perda de ponto da americana - pois ela já havia recebido uma advertência antes, Clijsters vence a partida: 6-4 e 7-5 e vai enfrentar a dinamarquesa Wozniacki na final. Foi definitivamente um espisódio feio para o tênis e uma atitude detestável da americana que apesar de jogar bem e ser uma campeã, perdeu completamente a minha simpatia. E hoje ela pediu desculpas pelo "chilique" que deu em quadra - como se isso pudesse amenizar a humilhação que provocou. Tenho absoluta certeza que existem centenas de tenistas até menos experientes que Serena que administrariam muito bem a situação e nunca demonstrariam tamanho desrespeito. O fato é que a tenista americana foi merecidamente multada em US$ 10.500 (quase 20 mil reais), a mais alta prevista pelo regulamento dos torneios Grand Slam, por sua "conduta antiesportiva". Dez mil dólares da multa dizem respeito à ameaça. Os outros US$ 500 são relativos ao chamado "abuso de raquete", quando Serena arremesou seu equipamento contra o chão e o quebrou no primeiro set da partida. O regulamento do Grand Slam também estabelece a abertura de uma investigação administrativa para determinar se o comportamento da jogadora pode ser considerado como uma falta grave e merecedor de uma sanção adicional. Assista abaixo o vídeo do ocorrido:
Atualizando resultados (13 de setembro de 2009) O que acabo de ver foi um tanto difícil de acreditar. O argentino Juan Martín del Potro jogou praticamente com perfeição a semifinal do Aberto dos EUA, derrotando - isso mesmo, derrotando o espanhol Rafael Nadal por 3 sets a 0, com um triplo 6-2 classificando-se pela primeira vez na carreira para uma final de Grand Slam. Já Nadal perde a chance de disputar pelo único título da série dos torneios Grand Slam que ainda não tem. "É o melhor momento da minha vida e não quero que acabe nunca. Agora vou descansar, fazer massagem e ficar pronto para a final", disse Del Potro depois da partida. "Agora meus amigos estão comendo um churrasco enquanto eu corro aqui. Obrigado a todos na Argentina." Nadal entrou em quadra um tanto desgastado após a partida contra o Gonzalez no sábado somada às paralisações e adiamentos por conta da chuva. Por outro lado Del Potro não jogava desde quinta, portanto mais descansado. Com esta vitória, Del Potro se tornou o segundo argentino a chegar à final do US Open.
Algumas horas depois...Bom e a final do Aberto dos EUA já está definida: Del Potro X Roger Federer. Maior ganhador de Grand Slams da história do tênis, Federer já está acostumado a realizar jogadas inacreditáveis para reles mortais. Está certo que ele demorou um tanto para entrar na partida, cometendo muitos erros de devolução de saque. Ele venceu o sérvio Novak Djokovic por 3 sets a 0, com parciais de 7-6, 7-5 e 7-5, garantindo sua vaga na final. Del Potro e Federer já se enfrentaram seis vezes no circuito, e o suíço ganhou todas as partidas. E enquanto Del Potro jogará sua primeira final de Grand Slam, Federer é simplesmente o maior vencedor da série de Grand Slams. Já ganhou 15 desses torneios, sendo 3 títulos de Aberto da Austrália, 1 de Roland Garros, 6 em Wimbledon e 5 Aberto dos EUA. Ele busca, portanto, o hexacampeonato no US Open.
12 de setembro de 2009 (16:13 - via MBlog Text)- Depois de muita espera e demasiada chuva, a partida de quarta de final entre Nadal e Gonzalez foi retomada culminando na vitória fácil e rápida do espanhol Nadal. Ainda no segundo set, Nadal aproveitou para fechar o tie-break em 7-2 e abrir 2 sets a 0. O terceiro set foi um passeio do ex-número um do mundo, já que González nunca conseguiu se reencontrar em quadra. Sem ceder um game sequer, Nadal fechou em 7-6, 7-6 e 6-0. Neste domigo, pela primeira vez na carreira Nadal tentará chegar à uma final de US Open; vai enfrentar o argentino Juan Martín del Potro que na quinta-feira derrotou Cilic. Neste ano os dois já se enfrentaram três vezes e Del Potro lidera a série por 2 a 1. As semifinais deste domingo começam a ser disputadas às 13h (horário de Brasília), com o duelo entre o número um do mundo, o suíço Roger Federer, e o sérvio Novak Djokovic. Na sequência, entrarão em quadra Nadal e Del Potro. A final será disputada somente na segunda-feira.
11 de setembro de 2009 - Nesta data tão triste para toda a humanidade, eu deixo aqui o sinal dos meus sentimentos.
Bom, indo de volta ao tênis do Aberto dos EUA: a chuva não deu trégua em Nova York nos últimos dois dias e a partida ainda pelas quartas de final entre Rafael Nadal e Fernando Gonzalez não foi concluída na quinta-feira sendo adiada para hoje, sexta-feira. Quando a partida foi paralisada definitivamente, Nadal tinha vantagem de 1 set a 0, com 7/6 (7/4). Na segunda parcial, o espanhol levava vantagem de 3 a 2 no tiebreak, depois de novo empate por 6 a 6 nos 12 primeiros games. O jogo deveria ter sido retomado às 15 horas de hoje, horário de Nova York, mas como a chuva não deu trégua a partida foi adiada para sábado devendo ter início lá pelas 13 horas. Ainda no sábado, serão jogados os confrontos de duplas também pendentes e as semifinais femininas de simples. No domingo será jogada a final feminina, em vez de sábado, e as semifinais do masculino. Segunda-feira acontece a final masculina de simples, que encerrará o torneio. Portanto, a programação deverá ser a seguinte:
Sábado:
13 horas - Rafael Nadal x Fernando González (quarta de final)
Seguido por final de duplas masculinas
Seguido por Yanina Wickmayer x Caroline Wozniacki (semifinal feminina)
21 horas - Serena Williams x Kim Clijsters (semifinal feminina)
Domingo:
13 horas - Roger Federer x Novak Djokovic (semifinal masculina)
Seguido por Del Potro x Nadal ou González (semifinal masculina)
22 horas - Final feminina
Na segunda-feira, a final masculina ainda está sem horário definido. Continuamos aguardando.
10 de setembro de 2009 - No dia de hoje, chego por aqui especialmente feliz. Isto porque finalmente depois de uma espera corrosiva e interminável, começou a temporada 2009 do futebol americano: jogo entre Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers. Jogo este que ainda no momento em que estou aqui escrevendo, rola solto na tela da tv e que está empatado em 7 a 7 restando 5 minutos para o fim do terceiro quarto. Mas vai muito além disso, porque já no domingo tem a partida entre o meu time, o maravilhoso Chicago Bears contra aqueles infelizes embaladores lá de Green Bay. Esse ano vai. Bom, de volta ao tênis, apesar da minha falta de tempo consegui acompanhar a final de duplas mistas e a partida entre Del Potro e Cilic. Nas duplas mistas venceu a dupla norte-americana Carly Gullickson e Travis Parrott derrotando zimbabuana Cara Black e o indiano Leander Paes por 2 sets a 0, parciais de 6-4 e 6-2 vencendo o título de duplas mistas do US Open 2009. Essa transmissão foi, pelo menos pra mim um tanto inusitada na tv. Ainda nas duplas, desta vez da chave feminina, as irmãs Williams venceram as russas Alisa Kleybanova e Ekaterina Makarova por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 3/6 e 6/2 e estão na final de duplas. Esse jogo infelizmente não pude acompanhar. Por outro lado, acompanhei com bastante vontade a partida de quarta de final entre o argentino Del Potro e o croata Cilic. Gostei de ver o croata no primeiro set sacando muito bem, soltando o braço e impondo o ritmo de jogo. E o mais estranho: sem reação do argentino sexto do ranking da ATP. Cilic faturou a primeira parcial por 6-4. No segundo set o croata conseguiu uma quebra no inicio e abriu vantagem de 2 games a 0. Porém, a partir desse momento, assim como Del Potro começou a encontrar o foco na partida, o croata pareceu perdê-lo na mesma proporção o que ocasionou a virada do argentino sobre o croata. E então o hermano Del Potro venceu o segundo, terceiro e quarto set consolidando assim a vitória na partida por 3 sets a 1, em 4-6, 6-3, 6-2 e 6-1 classificando-se assim para as semifinais do Aberto dos EUA e enfrentará o vencedor do duelo entre o espanhol Rafael Nadal e o chileno Fernando González.
9/9/09, 23:06 - Nesse momento, já que o Brasil já está classificado para a copa do mundo do ano que vem e esse jogo contra o Chile nem é lá tão importante assim, eu como sempre sigo dando prioridade ao tênis, que é o meu esporte favorito e especialmente nas ultimas duas semanas, acompanhando ao Aberto dos EUA. Bom, falando nisso, terminou hoje o conto de fadas que iluminava as quadras de Flushing Meadows e o povo norte-americano que torcia incansavelmente pela revelação, pela sensação do tênis da Terra do Tio Sam. Bom, pra mim, sensacional foi mesmo a musa (aahh) Caroline Wozniacki, de 19 anos de idade. Ela acabou com o sonho de uma menina que antes do torneio havia reservado hotel para apenas uma semana desprezando a ideia de avançar mais do que uma ou duas partidas no torneio. Não só avançou como eliminou quatro russas (Anastasia Pavlyuchenkova, Elena Dementieva, Maria Sharapova e Nadia Petrova)chegando nas quartas de final e ficando conhecida em alguns lugares por aí como "exterminadora de russas". O fato é que repertório a menina com certeza tem - do contrário não teria chegado onde chegou; é dona de bons golpes e eu diria até desafiadores. Porém, desta vez a falta de experiência falou mais alto pela primeira vez em sua passagem pelo torneio. Experiência é o que definitivamente determina o momento certo de executar essas boas jogadas. Com isso, a dinamarquesa Wozniacki conseguiu despachar com facilidade a Cinderela norte-americana Melanie Oudin por 2 sets a 0, em duplo 6-2. Agora fica a pergunta: e se ao invés de uma dinamarquesa sua oponente fosse russa? iria Oudin seguir com seu extermínio de russas? Brincadeiras a parte, Wozniacki jogou muito tênis e merecidamente avançou para as semifinais do US Open pela primeira vez em um torneio Grand Slam. E como não poderia deixar de ser, seguimos com os resultados. Novak Djokovic eliminou o espanhol Verdasco em 3 sets a 1, com parciais de 7-6 (7-2), 1-6, 7-5 e 6-2, após três horas e cinco minutos de batalha. Esta é a primeira vez no ano que Djokovic chega às semifinais de um Grand Slam. Já na chave de duplas femininas, as irmãs Williams avançaram às semifinais após a vitória sobre as chinesas Zi Yan e Zie Yheng por dois sets a zero. Já nas duplas masculinas, os experientes e atual campeões irmãos Bryan foram eliminados nas semifinais após perderem para o tcheco Lukas Dlouhy e o indiano Leander Paes por 2 sets a 1. E de volta ao velho jogo das surpresas que vamos acompanhando desde o início do torneio, a belga Yanina Wickmayer derrotou a ucraniana Kateryna Bondarenko por 2 sets a 0, com parciais de 7-5 e 6-4, em 1h41min de partida, e avançou às semifinais do US Open.
(2:14h depois) A essa altura, ja são 01:20 da manhã. Na TV à minha frente termina duelo entre sueco e suiço. Lembra-me até a final de Roland Garros desse ano. Com muitas diferenças entre os dois momentos, é claro. Exatamente o mesmo era a presença dos protagonistas. Suiço Federer elimina o sueco Soderling - e isso também é uma semelhança com a final de RG em Paris. No primeiro set pensei sinceramente que não haveria jogo entre os dois, após observar o passeio de Federer pela quadra. 6-0 pro suiço. Uma pequena melhora de Soderling no segundo set, mas não suficiente para assustar o numero 1 do mundo: 6-3 Federer. Porém a partir do terceiro set Soderling começou a encontrar-se dentro da partida. A decisão foi para o tiebreak e pensei que Federer fecharia a partida quando ele obteve 5-2 de vantagem. Mas o sueco Soderling reagiu, soltou a raquete e virou o tiebreak em 8-6 faturando o terceiro set. No quarto set, bastante equilibrio entre os dois jogadores; novamente tiebreak. Mas um erro do sueco repetiu um 8-6 - desta vez à favor do numero um do mundo, dando-lhe a vitória que, a propósito faz dele o primeiro jogador da história a alcançar 22 semifinais consecutivas em Grand Slams. Pelas semifinais do Aberto dos EUA, Federer enfrenta o atual número quatro do mundo, o sérvio Novak Djokovic, que mais cedo eliminou o espanhol Fernando Verdasco por 3 sets a 1.
9 de setembro - Bom, são 00:52 minutos no exato momento em que começo a postar essa atualização. Acabo de acompanhar a vitória de Rafael Nadal em cima do francês Gael Monfils por 3 sets a 1: 7-6(7-3), 3-6, 1-6, 3-6. Gael começou bem a partida, atacando bem. Jogou com confiança e faturou o primeiro set. Mas já no segundo, quando aumentou o ritmo de jogo de Nadal, me pareceu que Monfils desistiu de lutar pela vitória abrindo cada vez mais as portas para o espanhol Nadal. Bem, o fato é que com essa vitória Nadal enfrentará o chileno Fernando Gonzalez pelas quartas de final. Essa partida promete.
8 de setembro de 2009 - Nesta terça-feira a belga Clijsters eliminou a chinesa Na Li por 2 sets a 0 e agora enfrentará Serena Williams nas semifinais (Williams derrotou a italiana Pennetta também em 2 sets a 0). Já no masculino, Del Potro eliminou Ferrero e o croata Cilic despachou o escocês número 2 do mundo Andy Murray em 3 sets a 0. Cilic vai às qurtas de final de um torneio Grand Slam pela primeira vez. Já o chileno Fernando Gonzalez eliminou em uma partida sensacional o francês Tsonga. Aliás é sempre muito bom ver Gonzalez em quadra. Dono de uma direita arrasadora, coloca muito medo e impõe respeito com ela. Seus adversários, na maioria das vezes tentam fugir dela. Ainda no primeiro set, o chileno se descontrolou cometendo diversos erros e não conseguindo acompanhar o ritmo do francês. Entre algumas de suas "perdas de controle" tacou sua raquete no chão e logo após, demonstrando enorme simpatia a deu de presente para uma adorável senhora que estava sentada na primeira fila. Claramente, em uma tentativa de leitura labial, consegui ver ela dizer: "I love you!". Ganhou a torcida. Tsonga por sua vez sacou bem e conseguiu muitos pontos em seu primeiro serviço, porém quando Gonzalez finalmente conseguiu encontrar seu foco na partida, já no segundo set não deu para o francês acompanhar a direita destruidora de seu oponente que colocou muitas bolas com confiança em quadra, e sempre dando pancadas para o outro lado. Gonzalez venceu por 3 sets a 1, em 3-6, 6-3, 7-6 (7-3) e 6-4.
7 de setembro de 2009 - Hoje no torneio a ucraniana Bondarenko deu dois pneus na argentina Gisela Dulko, 6-0 e 6-0. Já aquela novata lá de 17 anos lembra? aquela que mandou pra Rússia no mesmo vôo Anastasia Pavlyuchenkova, Elena Dementieva e Maria Sharapova? pois é. Nesta segunda-feira ela fez sua quarta vítima - e russa: Nadia Petrova. A vitória foi por 2 sets a 1, com parciais de 1-6, 7-6(7-2) e 6-3. Parece que o avião teve que esperar mais um pouquinho. Na chave masculina Federer passou facilmente por Robredo em 3 sets a 0. Soderling também se classificou para as quartas de final após a desistência de Davydenko. E a última das esperanças masculinas americanas no torneio também deu adeus. O gigante Isner que surpreendentemente havia eliminado Roddick em uma grande batalha de quase quatro horas, foi eliminado por pelo espanhol Fernando Verdasco em 3 sets a 1, parciais de 4-6, 6-4, 6-4 e 6-4. É a primeira vez desde a Era Aberta que os EUA não tem representantes masculinos para as quartas de final do torneio. E a atual campeã de Roland Garros, a russa Svetlana Kuznetsova foi derrotada pela dinamarquesa Caroline Wozniacki em uma grande partida de três sets com tiebreak no segundo e terceiro set: 2-6, 7-6(7-5), 7-6(7-3). Novak Djokovic passou sem grandes problemas por Radek Stepanek em 3 sets a 0: 6-1, 6-3 e 6-3 encerrando a programação noturna desta segunda-feira.
6 de setembro de 2009 - Na chave masculina do torneio, Del Potro eliminou o brincalhão austriaco Daniel Koellerer por 3 sets a 1 (6-1, 3-6, 6-3 e 6-3). A partida foi marcada por "showzinhos" do austríaco que constantemente tentava atrapalhar a concentração de Del Potro. Com esta vitória, o argentino enfrentará o espanhol Juan Carlos Ferrero. Já o escocês Andy Murray eliminou o "sacador e voleador" americano Taylor Dent. Nesta partida Murray conseguiu neutralizar muito bem os pontos fortes de Dent, tanto no saque quanto na rede. O escocês também teve ótimo aproveitamento de primeiro serviço com 91% além de sete aces e 39 winners. Ainda no domingo o frances Gael Monfils também avançou às oitavas após a desistência do argentino Acasuso por conta de contusão. Já na chave feminina, o improvável aconteceu. A italiana Flavia Pennetta conseguiu salvar seis match-points no segundo set para evitar a derrota e levou a partida para o terceiro e decisivo. Venceu a russa Vera Zvonareva por 2 a 1, com parciais de 6/3, 7/6 (8/6) e 6/0. A russa após desperdiçar os seis match-points tornou-se visivelmente descontrolada, dando pancadas em si mesma, na rede com a raquete no momento da troca de lados. Perdeu completamento o foco da partida no terceiro set permitindo assim a vitória da italiana. Já Vênus Williams foi eliminada pela belga Kim Clijsters em uma partida de atuações irregulares. Após uma "aposentadoria" de quase dois anos e meio a belga parece estar de volta no mais alto nível.
Atualizando resultados:
E a maior supresa aconteceu na partida entre a russa Safina e a tcheca Kvitova. Esta eliminou a número 1 do ranking da WTA, Dinara Safina por 2 sets a 1, parciais de 6-4, 2-6 e 7-6 (7-5), em 2h35min de partida. A zebra está solta em Nova York. Até agora, as maiores suspresas na chave feminina foram as eliminações de Ivanovic, Jankovic, Dementieva, Sharapova e Safina. Já Serena Williams não teve nenhuma dificuldade em eliminar (ou massacrar) a eslovaca cabeça de chave número 22, Daniela Hantuchova em uma partida que durou apenas 1h04 em 2 sets a 0, parciais de 6-2 e 6-0. Já na chave masculina, o espanhol Tommy Robredo eliminou James Blake, uma das esperanças americanas, por 3 a 0 (7-6(2), 6-4 e 6-4) e chegou às oitavas-de-final do US Open. Federer e Djokovic também avançam às oitavas.
Duelo de sacadores e a surpresa de um gigante.
O tênis é definitivamente um esporte surpreendente. O melhor tenista americano, Andy Roddick enfrentou neste sábado o gigante de mais de 2 metros de altura John Isner. Quem disse que tamanho não é documento? Com a vitória em cima de Roddick, Isner avança para as oitavas de final pela primeira vez na carreira jogando em um Grand Slam. Foram quase 4 horas de pura emoção até o ultimo momento, sem dúvida alguma uma das melhores que já pude acompanhar. A partida foi para o 5° e decisivo set sendo faturada no tiebreak por Isner. Com 2,06 convenhamos que um tenista pode sacar com extrema eficiência. Este sem dúvida é o ponto forte de Isner, sendo considerado um dos melhores sacadores do circuito. Roddick por sua vez, também faz parte deste grupo, portanto o que acompanhamos foi um duelo de sacadores. Foram 65% de aproveitamento de 1° serviço e 38 aces de Isner contra 66% e 20 aces de Roddick. Apesar de estar fisicamente cansado - porque convenhamos que com 2,06 é difícil para qualquer um cobrir a quadra rapidamente - Isner continuou sacando muito bem e arriscando muito os golpes mostrando sua confiança em seu jogo. Roddick por sua vez, apesar do ótimo aproveitamento no 1° serviço, em alguns momentos "segurou o braço" e abriu o caminho para o adversário. Esta vitória de Isner contra o favorito dos EUA serviu especialmente para aumentar sua coragem e confiança no jogo e sem dúvida dar um incentivo à sua carreira como tenista. Esta vitória ocorreu com parciais de 7-6 (7-3), 6-3, 3-6, 5-7, 7-6 (7-5), em 3h51min de jogo.
Surpresas da chave feminina II.
Somente para completar o post abaixo e a minha decepção. Sharapova foi derrotada pela Melanie Oudin de apenas 17 anos por 2 sets a 1, com parciais de 3-6, 6-4 e 7-5. Pelo que vejo, a novata continua atacando.
Surpresas da chave feminina.
É, parece que as surpresas resolveram atacar de vez lá em Flushing Meadows, Nova York. Estou falando mesmo da chave feminina do torneio. A começar por Ivanovic que ultimamente tem jogado bem é no seu markting pessoal por consequência de sua indiscutível beleza, porque no tênis propriamente dito ela não anda bem. Talvez esse lado "propaganda da beleza" esteja atrapalhando sua regularidade e confiança. Foi eliminada por 2 sets a 1 (pelo menos isso!) pela ucraniana Kateryna Bondarenko após pouco mais de duas horas. Adeus, Aninha. E é exatamente a falta de confiança da musa sérvia que a fez abandonar o tênis temporariamente. De acordo com a própria: "para recuperar forças". Também tivemos a eliminação da Mauresmo, o que na minha concepção não é mais uma surpresa já há algum tempinho. Agora Jankovic? a Dementieva, que é bem regular? o que aconteceu? Jankovic foi derrotada pela tenista do Cazaquistão Yaroslava Shvedova por 2 sets a 1 após mais de duas horas de partida. Mas a jovem Melanie Oudin causou a maior surpresa do US Open até agora. A tenista de apenas 17 anos eliminou de virada Dementieva, com parciais de 5-7, 6-4 e 6-3, em 2h45min de partida. Bom, acho que de musa só me resta Sharapova - que por sua vez definitivamente está jogando bem e confiante. Andam dizendo por aí que Serena Williams é a favorita ao título até porque está em Nova York para defendê-lo. Mas a minha torcida pessoal, como sempre é para a musa russa Maria Sharapova. Dá-lhe Maria!
O famoso "The Spirit of Australia". E realmente digo "famoso" porque você encontra essa frase em diversos tópicos, anúncios, propagandas e sites relacionados à Austrália, a começar pela principal companhia aérea do país: a Qantas. A frase faz parte do slogan da empresa.
Eu sou suspeito para falar. O Aberto da Austrália é, sem dúvida alguma, meu Grand Slam favorito. Lá na famosa “Terra do Sul”, também conhecida como “Down Under”, tudo vira espetáculo. O Aberto da Austrália, que acontece na cidade de Melbourne durante um verão quente e ensolarado, é mais do que o primeiro Grand Slam da temporada do tênis, é uma tradição daquele país. País esse que esbanja belezas naturais, diversidade na fauna e flora, centros urbanos modernos e contemporâneos, contrastes étnicos, economia desenvolvida e o mais importante a enorme simpatia e receptividade representada através do povo australiano. É definitivamente o torneio mais festivo, mais alegre, descontraído, onde há grande participação do publico que o acompanha. É um dos poucos exemplos sobre a sensação de se sentir à vontade perto de tanta gente. Esse clima de descontração é extremamente agradável e propicia um ambiente de interação entre as pessoas que acompanham e que vem de diferentes cantos do planeta. O grande fator que engrandece o torneio é que ele acontece no verão australiano. É também um período de férias no país, o que favorece a maior atuação do público. Com certeza, todos que “presenciam” um grande torneio, durante um verão australiano, jamais esquecem. Nas ruas, parques, praças de Melbourne, a todo o tempo se depara com a descontração das pessoas a qual eu mencionei.
Gente deitada nos gramados do Melbourne Park tomando sol e conversando, gente fantasiada de canguru, com roupas coloridas, bandeiras de diferentes paises fazendo um show à parte. À noite, nesses mesmos parques, restaurantes, ruas, a festa não para. São grupos de pessoas apaixonadas por esporte, pelo verão, pela participação, pela amizade, pelo calor humano. Durante as duas semanas de Australian Open, literalmente se vive o espírito da Austrália. É um espetáculo do tênis que não somente encanta os fãs do esporte, mas também os astros que fazem o espetáculo acontecer. Rod Laver Arena, Hisense Arena (antiga Vodafone), Margaret Court Arena são os principais palcos do espetáculo que abrange exibições nos períodos da manhã e da noite, mas que frequentemente avançam um pouco mais proporcionando ao publico mais tempo de show. Nas lanchonetes, principalmente naquelas ao redor da Rod Laver Arena, tanto pela manhã quanto à noite, há sempre grande movimento de pessoas em busca de um “complemento para a partida”. É realmente uma festa inesquecível e que acontece de tal forma por causa da competência de todos os envolvidos, do trabalho dos jogadores, da simpatia e descontração do povo local, e principalmente por ser um privilégio de um país tão fantástico, intrigante, caloroso, simpático e inesquecível como é a Austrália.
It was late and Charlie was about to climb into bed when his wife informed him that there was a light on in their garden shed. Charlie started to go outside to turn off the light but noticed some people in the shed who were busy stealing his things. He ran back inside right away and called the cops, who asked him "Are there any intruders in your house?" to which Charlie replied no and explained his circumstances. The cops told Charlie that all patrol cars were otherwise occupied, and that he should just lock his door and a uniformed cop would be at his house when one was free. Charlie answered, "Alright," hung up, waited 30 seconds, and then called the cops again. "Hello, I just called a short while ago because there were people stealing things from my shed. I want to let you know that they're not a problem anymore because I've just shot every one of them." Charlie then hung up the phone. In five short minutes, three patrol cars, a SWAT team, and an ambulance arrived, and Of course, the cops caught the burglars in the act. One of the cops snapped at Charlie: "I thought you said that you shot every one of them!" "I thought you said there were no patrol cars free!" Charlie answered.